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Tendências de TI para 2024 e 2025: As previsões da IDC para o mercado brasileiro

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A International Data Corporation (IDC) realizou uma coletiva de imprensa para divulgar os resultados do estudo IDC Predictions Brazil, que destaca as principais tendências do mercado de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para este ano.

Desde as previsões da IDC em 2023, o mercado brasileiro de TI consolidou habilidades em cibersegurança e dados como pilares estratégicos. Naquela época, o Brasil ocupava o 11º lugar global com uma projeção de US$ 80 bilhões, um marco que impulsionou o crescimento de 8,7% no setor B2B. Hoje, em 2026, vemos que a aceleração em Software e Cloud não apenas confirmou essas tendências, mas elevou o patamar de maturidade digital das empresas, transformando a análise de dados em um requisito básico de sobrevivência.

Luciano Ramos, o recém-nomeado Country Manager da IDC Brasil, destacou inteligência artificial, nuvem e segurança como as áreas de maior crescimento no mercado. Além disso, Pietro Delai, diretor para o mercado corporativo na IDC América Latina, acrescentou analytics a essa lista, pois esses quatro segmentos têm mostrado avanços significativos nos últimos anos.

Quais são as principais tendências de tecnologia da informação segundo a IDC?

1. FinOps e redução de custos em Cloud Computing

O estudo revela que 93% das empresas consultadas têm como meta a redução dos custos de nuvem, adotando a automação e avançando no uso do FinOps (gastos financeiros de infraestrutura). Essa abordagem visa estimular os investimentos em provedores de serviços gerenciados, como Infrastructure as a Service (IaaS) e Platform as a Service (PaaS). Prevê-se que os gastos totais com esses serviços alcancem a marca de US$ 4,5 bilhões (R$ 22,7 bilhões), representando um aumento significativo de 41% em relação a 2022.

2. Avanço na virtualização das redes de telecomunicações

O avanço na virtualização das redes de telecomunicações é uma tendência em destaque. Segundo Luciano Saboia, diretor de Pesquisa e Consultoria de Telecomunicações da IDC Latin America, o fortalecimento das parcerias entre provedores de nuvem e Telcos levará a um aprimoramento significativo da transformação digital dessas empresas. Espera-se que, nesse novo cenário, as Telcos assumam algumas das tarefas essenciais. De acordo com Saboia, nos próximos 5 anos, o consumo de nuvem pelo setor de Telecom deve registrar um crescimento médio anual de 35,2% em IaaS e 42,2% em PaaS.

3. Estratégia Wireless First: o avanço do Wi-Fi 6

O movimento 'Wireless First', previsto pela IDC como o grande marco de 2023, consolidou-se como o padrão operacional em 2026. A implementação do Wi-Fi 6 e a maturidade da conectividade 5G deixaram de ser diferenciais para se tornarem a base da infraestrutura corporativa. O crescimento de 17% projetado no início da década foi impulsionado pela integração massiva de Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA), tecnologias que hoje dependem de redes sem fio de alta performance para garantir baixa latência e processamento de dados em tempo real.

4. 5G vai aprimorar as aplicações de IoT, AI e Machine Learning

A chegada da rede 5G terá um impacto significativo em todo o ecossistema de tecnologia, criando uma grande expectativa de transformação para as empresas. Como resultado, é esperado que as empresas invistam em redes privativas móveis, com o objetivo de atender necessidades específicas de suas operações e superar desafios de conectividade.

Essa nova infraestrutura de conexão possibilitará melhorias em diversas áreas, como cloud, segurança, armazenamento e análise de dados, além de serviços gerenciados utilizados em aplicações de IoT, IA e aprendizado de máquina. De acordo com as previsões, o mercado de redes móveis privadas deverá apresentar um crescimento superior a 35% até 2026. Esses avanços prometem impulsionar a inovação e o desempenho das empresas, consolidando o 5G como uma tecnologia crucial para o futuro dos negócios.

5. Crescimento do mercado de SaaS (Software as a Service)

De acordo com o estudo, aproximadamente 29% das empresas planejam realizar investimentos estratégicos relacionados ao Software as a Service (SaaS). O mercado de software como um todo deve experimentar um crescimento de 15,1% em 2023, impulsionado por soluções de segurança, gestão de dados, inteligência artificial e experiência do cliente. Notavelmente, metade desses investimentos será direcionada para modelos SaaS, com uma projeção de crescimento de 27,6%. Isso demonstra a crescente relevância e adoção das soluções SaaS como uma abordagem eficiente para as necessidades tecnológicas das empresas.

6. Inteligência Artificial e RPA: a fusão da automação inteligente 

De acordo com 20,5% das empresas brasileiras entrevistadas, os processos de automação e Robotic Process Automation (RPA) serão de suma importância para suas iniciativas relacionadas à Tecnologia da Informação. Além disso, a Inteligência Artificial (IA) ganhará destaque, posicionando-se como a terceira maior oportunidade, ficando atrás apenas das áreas de cloud e segurança.

As projeções indicam que os gastos em tecnologia no Brasil devem ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão (R$ 5,02 bilhões, na cotação atual) neste ano, representando um crescimento de 33% em comparação a 2022. Adicionalmente, os investimentos em soluções de automação inteligente devem exceder US$ 214 milhões (cerca de R$ 1 bilhão), registrando um crescimento de 17% em relação ao ano passado. Esses números destacam o impulso significativo que a automação e a IA estão trazendo ao cenário tecnológico do país.

7. Segurança de TI e dados continuará sendo prioridade e preocupação

A cibersegurança, que já era a prioridade para 53,6% dos executivos em 2023, evoluiu para o centro da estratégia de resiliência digital em 2026. O investimento de US$ 1,3 bilhão projetado pela IDC na época foi o ponto de partida para a defesa contra ameaças que se tornaram mais complexas com o uso da IA. Hoje, o aumento das interações virtuais e do trabalho híbrido consolidou a segurança de dados não apenas como uma proteção, mas como um ativo de confiança indispensável para a continuidade dos negócios em um mercado totalmente digitalizado.

8. O mercado de dispositivos representará 43,7% de todas as receitas de TI no país

Reinaldo Sakis, diretor de Pesquisa e Consultoria de Consumer Devices da IDC Latin America, aponta que o mercado de dispositivos enfrentou desafios significativos em 2022 e continuará com uma dinâmica desafiadora neste ano. A previsão é de um primeiro semestre com adaptações à mudança de ano e ao novo governo, seguido de um segundo semestre de recuperação, com um leve crescimento no consumo das famílias.

Apesar do crescimento modesto, o mercado de Devices continuará representando uma parcela significativa, cerca de 43,7%, do total de gastos em Tecnologia da Informação no Brasil. A previsão para este ano é que os smartphones alcancem US$ 13 bilhões (R$ 65,6 bilhões), os computadores atinjam US$ 5,8 bilhões (R$ 29,2 bilhões), os Wearables cheguem a US$ 882 milhões (R$ 4,4 bilhões), as impressoras totalizem US$ 542 milhões (R$ 2,7 bilhões) e os Tablets alcancem US$ 464 milhões (R$ 2,3 bilhões) em gastos.

9. Queda no número de vendas de dispositivos através do varejo online

O varejo online continua perdendo participação no mercado, principalmente devido à retomada do comércio físico. "O principal motivo é que as lojas físicas estão ganhando mais espaço graças à maior flexibilidade de negociação no momento da venda, aliada ao retorno de um grande número de brasileiros às compras presenciais após o auge da pandemia", esclarece Sakis.

De acordo com as previsões da IDC, espera-se que o varejo físico alcance uma receita de US$ 10 bilhões (R$ 50 bilhões), enquanto o varejo online deve atingir US$ 5 bilhões (R$ 25 bilhões). As vendas de smartphones devem crescer 6%, porém é esperado um recuo de 8,4% nas vendas de PCs. Esses dados refletem a tendência atual de preferência pelo comércio em lojas físicas, impulsionada pelo maior conforto e conveniência nas negociações, bem como a busca por uma experiência de compra mais presencial após o período de restrições causado pela pandemia.

10. Mercado de dispositivos alinhado ao ESG

A previsão da IDC sobre a ascensão dos princípios ESG no setor de TI concretizou-se como uma força dominante em 2026. O modelo de Device as a Service (DaaS), que em 2023 representava 5% das vendas B2B, escalou para se tornar o padrão de consumo de hardware nas empresas que buscam eficiência e economia circular. Hoje, a logística reversa e o descarte responsável de dispositivos não são apenas escolhas éticas, mas componentes estratégicos que reduzem o Custo Total de Propriedade (TCO) e alinham as operações brasileiras às metas globais de descarbonização e governança.

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