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Gemini Notebook ou Gemini: qual usar em cada situação?

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O Gemini e o Gemini Notebook usam a mesma família de modelos do Google, mas são ferramentas que foram criadas para necessidades diferentes.

O Gemini é mais amplo, podendo responder perguntas, ajudar a criar textos, pesquisar na web, trabalhar com arquivos e apoiar tarefas em diferentes contextos.

Já o Gemini Notebook (antigo NotebookLM) é mais focado em pesquisa e análise a partir de um conjunto de fontes que você escolhe. PDFs, sites, vídeos, áudios, documentos e apresentações podem ser reunidos em um notebook para que as respostas partam desse material e tragam citações associadas às fontes.

A diferença principal está nas fontes

Se você está trabalhando com um conjunto específico de documentos e quer que receber respostas de alguns arquivos ou fontes selecionadas, o Gemini Notebook tende a ser a escolha mais adequada.

No Gemini Notebook, as respostas da conversa podem ser exclusivamente retirada das fontes que você colocar naquele notebook.

O melhor é que no Gemini, um notebook também pode ser usado como contexto, e você combina a resposta desse material com pesquisa na web e outras ferramentas disponíveis no Gemini.

Na prática:

  • Gemini Notebook: melhor quando você quer pesquisar, comparar e extrair informações de um conjunto delimitado de fontes
  • Gemini: melhor quando a tarefa é mais aberta e pode se beneficiar de pesquisa externa, criação, brainstorming ou outras ferramentas
GEMINI NOTEBOOK

Quando a fonte importa

Use quando você quer analisar documentos, relatórios, pesquisas ou outras fontes específicas e manter as respostas ancoradas nesse material.

GEMINI

Quando a tarefa é mais aberta

Use para pesquisar, criar, explorar ideias e trabalhar com tarefas que podem combinar arquivos, web e outras ferramentas.

Usar um notebook no Gemini não substitui o Gemini Notebook

Para quem usa as duas ferramentas com frequência o Gemini Notebook continua sendo o lugar para trabalhar mais de perto com aquele conjunto de fontes, enquanto o Gemini app ajuda quando você quer levar esse material para uma tarefa maior.

Um exemplo simples é você poder reunir pesquisas, relatórios e documentos em um notebook, usar o Gemini Notebook para entender o material e depois levar esse contexto ao Gemini para cruzar informações de mais de um notebook, pesquisar algo fora dele ou desenvolver uma entrega a partir do que encontrou.

Essa combinação também ajuda quando o assunto está espalhado em vários notebooks. Porque em vez de concentrar todas as fontes em um único espaço, o Gemini pode usar mais de um notebook como contexto para a conversa. Usuários mais avançados têm citado justamente esse tipo de uso como uma das vantagens da integração entre os produtos.

Ainda assim, se a pergunta for muito específica sobre um documento, vale voltar ao notebook original e conferir a resposta ali, principalmente quando a precisão da fonte importa.

As duas ferramentas podem fazer parte do mesmo fluxo

Na prática, a escolha nem sempre precisa ser entre Gemini e Gemini Notebook.

Em alguns projetos, as duas ferramentas aparecem em momentos diferentes do mesmo processo. Uma equipe pode usar o Gemini Notebook para organizar e consultar um conjunto de documentos e, depois, usar o Gemini para continuar o trabalho a partir daquele contexto. Essa é uma lógica que já aparece em projetos corporativos da Gentrop.

No case do Hospital Sírio-Libanês, Gemini e Gemini Notebook fizeram parte de uma jornada maior de transformação com o Google Workspace em uma operação com cerca de 13 mil pessoas.

Esse foi um projeto que combinou essas ferramentas em processos que chegaram a registrar ganhos de até 75% de eficiência operacional, com atividades que antes levavam dias passando a ser resolvidas em minutos. Dentro de uma empresa, essas ferramentas podem ser complementares em vez de concorrentes, levando em consideração em qual etapa do trabalho cada uma faz mais sentido.

Quando o uso sai do individual e entra na empresa

A partir do momento em que equipes começam a trabalhar com documentos internos, dados de clientes, informações estratégicas e materiais de áreas diferentes, entram em cena perguntas que no uso pessoal quase não aparecem.

Como por exemplo, quem pode usar a ferramenta? Que tipo de informação pode ser carregada? Quais fontes podem ser conectadas? Como esse uso será acompanhado?

Esse cuidado também ajuda a lidar com a shadow AI, que é quando funcionários adotam ferramentas de IA públicas por fora dos canais definidos pela empresa e passam a usar informações corporativas sem visibilidade de TI, segurança ou governança.

Por isso, o caminho costuma ser criar regras claras de uso, definir quais ferramentas estão aprovadas e orientar as equipes sobre o que pode ou não entrar nesses ambientes.

Também vale decidir onde a empresa quer incentivar o uso primeiro. Em vez de liberar a tecnologia de forma genérica, algumas áreas podem começar com casos mais claros e depois ampliar a adoção conforme surgem aprendizados.

Esse é o ponto em que Gemini e Gemini Notebook deixam de ser apenas ferramentas individuais e passam a fazer parte de uma estratégia de uso de IA dentro da organização.

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A Gentrop apoia empresas na adoção de tecnologias Google, da definição de boas práticas ao uso mais consistente pelas equipes.

Se a sua empresa está avaliando as soluções de IA do Google, vale entender quais ferramentas fazem sentido para cada tipo de trabalho e como colocá-las em uso com segurança e governança.

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