Quando a Inteligência Artificial generativa se popularizou, muitas empresas adquiriram pacotes de licenças, liberaram o acesso aos times e aguardaram que a produtividade disparasse automaticamente.
A realidade da maioria dessas operações, porém, trouxe investimentos subutilizados e equipes que continuaram dependendo dos mesmos processos manuais e demorados.
Com mais de 2.100 colaboradores e uma operação nacional, a Alterdata entendeu que o desafio principal, além de dar acesso ao software, era mudar o comportamento das pessoas. A companhia estruturou uma jornada de experimentação prática em parceria com a Gentrop e o ecossistema do Google.
O resultado dessa abordagem trouxe ganhos de eficiência e qualidade do suporte ao marketing.
Não adianta investir em ferramentas se a cultura interna não acompanhar o movimento.
Antes de aprovar a compra de novas licenças, a empresa passou a promover encontros práticos onde os próprios colaboradores apresentavam suas rotinas, identificavam trabalhos repetitivos e testavam o que a tecnologia poderia mudar de fato no dia a dia. Construir essa maturidade exige levar o mindset de inteligência artificial para todos os níveis da empresa, garantindo alinhamento entre diretoria e operação.
A demanda pela tecnologia passou a nascer nas próprias áreas de negócio, como por exemplo, o próprio departamento de marketing, mapeou a oportunidade de produtividade, demonstrou o potencial de entrega e buscou a TI para viabilizar as licenças com ROI validado.
A tecnologia só se consolida na rotina quando resolve um problema repetitivo, demorado ou propenso a falhas. Na Alterdata, quatro frentes ilustram a transição dos testes teóricos para o uso recorrente:
Com cerca de 30 mil atendimentos diários com clientes, auditar a qualidade técnica e comportamental do suporte manualmente era inviável. Com a implementação do Gemini para analisar os históricos de chamados, a Alterdata passou a auditar 100% das interações. A IA realiza a varredura contínua e aponta oportunidades de melhoria para que os gestores foquem na correção de falhas e em treinamentos.
O fluxo de aprovação de contratos com fornecedores costumava travar em idas e vindas burocráticas entre as áreas operacionais e o jurídico. A equipe configurou um especialista no Gemini (Gem) com as regras e padrões internos da Alterdata. Ao submeter o contrato ao agente, ele aponta exatamente as cláusulas que exigem atenção, permitindo que a área ajuste o documento antes de enviá-lo pronto ao departamento jurídico.
No departamento de marketing, o uso combinado de ferramentas do Google (como Gemini Notebook, antigo NotebookLM, para estudo de pautas e resumos, e geradores visuais para criação de assets) transformou a rotina do time. Uma produção de vídeo que antes exigia mais de uma semana de esforço operacional passou a ser entregue em aproximadamente três horas, viabilizando demandas complexas (como animações para eventos) sem necessidade de gravações presenciais.
Demandas com grande volume de texto geravam fadiga mental na equipe, levando a erros que passavam despercebidos. A automação do processo de revisão com IA reduziu as falhas de escrita a praticamente zero e liberou o time da checagem exaustiva de documentos.
A experiência da Alterdata traz aprendizados pragmáticos para gestores que buscam escala e governança no uso de Inteligência Artificial:
Este artigo resume apenas uma parte dos aprendizados, metodologias e arquiteturas aplicadas na jornada de transformação da Alterdata.
No e-book oficial do estudo de caso, você tem acesso aos bastidores dessa mudança para replicar essa estratégia na sua empresa.