Como a Loft migrou mais de 1.300 contas para o Google Workspace e iniciou uma nova fase AI First

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A Loft já havia utilizado o Google Workspace no passado, mas, ao longo de sua trajetória, passou a operar com outros ambientes de colaboração, incluindo Microsoft Office e apps como SharePoint e OneDrive.

A decisão de voltar ao ecossistema Google não representava apenas outra troca de ferramentas. Era necessário reorganizar dados acumulados, centralizar a gestão de acessos, fortalecer a governança de segurança e preparar a empresa para avançar em sua estratégia AI First.

O desafio envolveu mais de 1.300 colaboradores, 1.319 contas e respectivos arquivos do OneDrive, além de 192 ambientes do SharePoint. Para conduzir essa transição técnica e cultural, a Loft contou com a Gentrop em um projeto que combinou migração, segurança, comunicação, treinamento e gestão da mudança.

Por que a Loft decidiu voltar ao Google Workspace

A Loft precisava retomar um ambiente centralizado e padronizado de colaboração.

A coexistência de diferentes estruturas ao longo do tempo havia criado um cenário com dados, arquivos e acessos distribuídos. Além de aumentar a complexidade da gestão, essa fragmentação dificultava a aplicação de diretrizes comuns de segurança e governança.

Por isso, o retorno ao Google Workspace foi pensado como uma reorganização mais ampla do ambiente de trabalho. A mudança permitiria reunir ferramentas de colaboração, produtividade e inteligência artificial em um mesmo ecossistema, com uma gestão mais centralizada.

O projeto também estava relacionado à estratégia AI First da Loft. Antes de ampliar o uso de soluções como Gemini e Gemini Notebook, a empresa precisava estabelecer uma base mais organizada para dados, acessos e colaboração.

Nesse sentido, voltar ao Google Workspace não significava simplesmente retomar uma plataforma conhecida. Significava construir um ambiente mais adequado ao momento atual da companhia.

O desafio de migrar contas, arquivos e estruturas acumuladas

A dimensão do projeto ajuda a entender sua complexidade:

  • mais de 1.300 colaboradores foram impactados;
  • 1.319 contas e respectivos arquivos do OneDrive foram migrados e reorganizados;
  • 192 ambientes do SharePoint foram levados para o Google Workspace.

Esses números representam a escala da transição, mas não resumem o desafio.

Cada estrutura acumulava arquivos, permissões e formas próprias de organização. Migrar esse conteúdo exigia identificar o que deveria ser transferido, reorganizar dados legados e mapear corretamente os acessos.

Ao mesmo tempo, a empresa precisava preservar a continuidade do trabalho. Uma migração tecnicamente correta ainda poderia gerar dificuldades se os colaboradores não soubessem onde encontrar seus arquivos, como utilizar as novas ferramentas ou a quem recorrer em caso de dúvida.

Por isso, a transição não poderia ser tratada apenas como um projeto de infraestrutura. Tecnologia, segurança, comunicação e experiência dos usuários precisavam avançar de forma coordenada.

Como a Gentrop conduziu a migração

A Gentrop conduziu a frente técnica e orquestrou o projeto em conjunto com diferentes equipes da Loft. O trabalho foi organizado em três frentes principais.

1. Planejamento, segurança e governança

A primeira etapa envolveu o alinhamento técnico, o mapeamento de acessos e a definição das diretrizes de segurança e governança com o time de Infosec da Loft.

Esse diagnóstico foi necessário para compreender como contas, arquivos e permissões estavam distribuídos e estabelecer os critérios que orientariam a migração.

O envolvimento da área de segurança desde o planejamento ajudou a tratar a centralização de acessos como parte estrutural do projeto, e não como uma verificação feita apenas ao final.

2. Migração e reorganização dos dados

A segunda frente concentrou a migração das contas, dos arquivos armazenados no OneDrive e dos ambientes do SharePoint.

O processo não consistiu apenas em transferir dados de uma plataforma para outra. Também foi necessário reorganizar estruturas acumuladas ao longo do tempo para que o novo ambiente não reproduzisse os mesmos problemas de fragmentação.

3. Adoção e gestão da mudança

Enquanto a migração técnica acontecia, outra frente preparava os colaboradores para o novo ambiente.

A estratégia de adoção incluiu:

  • criação de um Portal Google Workspace personalizado;
  • treinamentos ao vivo e sob demanda;
  • comunicações assíncronas;
  • conteúdos de apoio para diferentes momentos da transição;
  • realização do Google Day

O Google Day aconteceu presencialmente em São Paulo e contou com participação online para Curitiba e outras localidades. O evento aproximou as equipes das ferramentas, apresentou possibilidades de uso e marcou culturalmente o início da nova etapa.

Esse trabalho ajudou a reduzir a distância entre a implementação técnica e o uso cotidiano. Em vez de apenas disponibilizar as ferramentas, o projeto procurou criar condições para que as pessoas entendessem a mudança e incorporassem o novo ambiente ao trabalho.

O que mudou com o retorno ao Google Workspace

Além de concluir a migração e reorganizar as estruturas de dados, o projeto marcou o início de uma nova etapa na forma como a Loft utiliza tecnologia no cotidiano.

A rapidez da transição foi um dos primeiros aspectos percebidos pelas equipes. Mas, para o time da Loft, a mudança foi além da migração:

“Quando começamos o projeto, vimos que não era voltar para um lugar onde já estivemos, mas ir para um lugar novo. Só a velocidade de estar na suíte Google já deixou a empresa muito animada”, afirma Denilson Coutinho, gerente de InfoSec e Infraestrutura da Loft. 
“Não foi só uma virada de chave. Foi o momento em que encontramos o AI First. Hoje, trabalhamos não só com uma ferramenta, mas com o potencial do Gemini para encontrar respostas e gerar produtividade e eficiência no dia a dia”, afirma Lisandra Hanada, gerente de projetos da Loft.

O novo ambiente ainda aproximou a companhia de uma atuação AI First. Com o Gemini, os colaboradores passaram a contar com um assistente para encontrar respostas, aprender sobre as ferramentas e complementar atividades que antes poderiam depender do suporte de outra pessoa ou de um treinamento.

O que outras empresas podem aprender com o caso da Loft

Projetos de migração costumam ser apresentados como transferências técnicas entre plataformas. Na prática, parte importante do risco está fora da movimentação dos arquivos.

O caso da Loft destaca três aprendizados.

O primeiro é envolver segurança e governança desde o planejamento. Mapear acessos e definir critérios antes da migração ajuda a evitar que problemas antigos sejam simplesmente transportados para o novo ambiente.

O segundo é aproveitar a transição para reorganizar os dados. Transferir tudo sem revisar estruturas pode preservar a fragmentação que motivou a mudança.

O terceiro é tratar adoção como parte do projeto. Comunicação, treinamento e suporte não são etapas complementares: influenciam diretamente a maneira como os colaboradores experimentam e incorporam o novo ambiente.

Para empresas que pretendem ampliar o uso de inteligência artificial, existe ainda um aprendizado anterior: acelerar a inovação sem organizar a infraestrutura pode aumentar a complexidade. Antes de expandir o acesso a novas ferramentas, é necessário estabelecer uma base confiável para colaboração, dados e segurança.

Uma nova base para a estratégia AI First

O retorno da Loft ao Google Workspace representou uma evolução do ambiente de colaboração da companhia.

Com a migração de mais de 1.300 contas, a reorganização dos dados e a centralização da gestão de acessos, a empresa criou uma estrutura mais coerente com sua estratégia AI First.

O projeto mostra que uma migração corporativa não termina quando os arquivos chegam ao destino. Ela precisa considerar como os dados serão organizados, como os acessos serão administrados e como as pessoas serão preparadas para trabalhar de uma nova forma.

Sua empresa também está avaliando uma migração para o Google Workspace? Converse com um especialista da Gentrop para analisar o ambiente atual, os riscos e as etapas necessárias para a transição.

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